CALAMA E PARAÍSO GRANDE, Rondônia e Amazonas — Uma mãe e seus três filhos morreram depois que uma barcaça carregada de soja colidiu com uma estrutura flutuante e destruiu completamente a casa onde viviam em 17 de janeiro de 2025, na comunidade ribeirinha de Urumatuba, à margem do rio Madeira, na cidade de Maricoré, no Amazonas. Quatro meses depois, outra embarcação de carga atingiu três balsas de garimpo ancoradas na comunidade vizinha de Nova Catarina. O proprietário de uma das balsas de garimpo era o marido da mulher e pai das três crianças que morreram no acidente de janeiro, de acordo com o portal de notícias Fato Amazônico. A Mongabay estava fazendo reportagens em comunidades ribeirinhas na região da cidade de Humaitá, a 190 quilômetros a sudeste e rio abaixo de Manicoré, quando o segundo acidente ocorreu. Todos os entrevistados naquele e nos dias seguintes disseram que estavam apavorados com a ocorrência, além de afirmar que conheciam alguém que sofreu perdas ou morreu em colisões envolvendo barcaças de grãos no rio Madeira. “A gente está muito preocupado aqui na nossa comunidade a respeito dessas embarcações”, disse a agricultora Maria Delci Barros de Morais, de 59 anos, à Mongabay, na varanda de sua casa na comunidade ribeirinha de Paraíso Grande, localizada a 30 minutos de voadeira de Humaitá. “Já aconteceu de eles atropelarem até mesmo uma pessoa conhecida da gente.” Segundo ela, a barcaça esmagou o barco usado pela família como moradia. “Graças a Deus, não morreu ninguém.” De acordo com…This article was originally published on Mongabay
Fonte de Matéria – https://brasil.mongabay.com/2026/08/acidentes-fatais-com-barcacas-aumentam-o-medo-sobre-a-expansao-da-hidrovia-do-rio-madeira/





