Um relatório da Amazon Watch mostrou como a atividade de grupos criminosos e as respostas militarizadas do Estado vêm causando profundos impactos na vida das comunidades indígenas em grande parte da Amazônia. O material, publicado em abril e intitulado “Amazônia sob ataque: como o crime e a militarização ameaçam os povos indígenas”, analisa sete estudos de caso realizados em cinco países amazônicos: Colômbia, Equador, Peru, Brasil e Venezuela. O documento detalha como as atividades ilícitas e a subsequente repressão por parte do aparato estatal de segurança estão transformando os modos de vida e os hábitos culturais de diferentes povos originários, comprometendo sua autodeterminação e seus direitos coletivos. “Em toda a Amazônia, atividades como garimpo ilegal de ouro, tráfico de drogas, extração ilegal de madeira, tráfico de animais silvestres, contrabando de combustíveis e tráfico de pessoas funcionam cada vez mais como sistemas interconectados”, diz o relatório. “Essas economias compartilham rotas, infraestrutura, financiamento e mecanismos de proteção armada, permitindo que as organizações criminosas diversifiquem suas fontes de renda, reduzam os riscos e se adaptem rapidamente às flutuações do mercado e à pressão governamental.” Como resultado dessa espiral de violência, pelo menos 296 ativistas ambientais foram mortos na Amazônia desde 2012 — a Colômbia e o Brasil são as nações mais perigosas para quem defende a natureza. Além disso, o relatório mostra que 67% dos municípios amazônicos já são afetados por organizações criminosas; como resultado, a presença delas sujeita 32% dos territórios indígenas a disputas travadas por grupos armados. A investigação também destaca…This article was originally published on Mongabay
Fonte de Matéria – https://brasil.mongabay.com/2026/05/crime-organizado-ja-afeta-32-de-areas-indigenas-da-amazonia-diz-estudo/









