Com aparência similar a pequenos galhos, os gafanhotos da família Proscopiidae estão entre os insetos pouco conhecidos da Amazônia. Larissa Queiroz, doutora em Entomologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), conduziu o primeiro estudo filogenético dedicado ao grupo em parceria com os também entomologistas José Rafael, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e Raphael Heleodoro, professor do Museu Nacional (MNRJ). Publicado na revista Zootaxa, o trabalho preenche parte das lacunas de conhecimento sobre esses insetos. Uma delas era a ausência de machos da espécie Proscopia gigantea. Desde 1820, quando a espécie foi descrita, apenas a fêmea era conhecida. Quando exemplares machos foram posteriormente analisados, suas características foram consideradas iguais às de machos de outro gênero, chamado Carbonellis. Para resolver o quebra-cabeça, a pesquisadora revisou exemplares já catalogados e comparou características que haviam sido analisadas separadamente. Em 2025, pesquisadores do Pará entraram em contato com Larissa após encontrarem um casal de Proscopia se reproduzindo na Floresta Nacional (Flona) de Caxiuanã. A comparação da fêmea coletada com a literatura e imagens da espécie-tipo confirmou que se tratava da espécie Proscopia gigantea, e que o macho, antes classificado em outro gênero, pertencia à mesma espécie da fêmea. A revisão também mostrou que Carbonellis não se distinguia de Proscopia, levando à sinonimização dos dois gêneros. “De 1820 até 2026, só era conhecida a fêmea. E o macho acabou virando um gênero diferente porque eles acharam que era algo novo”, explica Larissa. Em 2022, quando começou a visitar coleções científicas brasileiras, a pesquisadora…This article was originally published on Mongabay
Fonte de Matéria – https://brasil.mongabay.com/short-article/2026/09/gafanhoto-macho-e-identificado-206-anos-apos-descoberta-da-especie-na-amazonia/





