Em outubro de 2023, no interior da Guiana Francesa, uma mulher de 39 anos foi atacada por uma harpia (Harpia harpyja), considerada a maior águia do mundo. Em uma região com extensas áreas de floresta preservada, interações como essa, entre humanos e animais silvestres, são extremamente raras. O ataque ocorreu a cerca de 35 quilômetros da vila mais próxima, próximo ao Rio Kourou, durante uma caminhada de um grupo com 11 turistas e um guia local. A águia havia pousado a cerca de 6 metros de altura quando foi avistada. Sem sinais aparentes de agressividade vindo da ave, parte do grupo seguiu caminho, enquanto a mulher e seu parceiro permaneceram por alguns instantes para fotografá-la. Quando o casal retomava a trilha, a harpia desceu e atingiu a parte posterior da cabeça da turista. Desde 2016, o biólogo Everton Miranda se dedica ao monitoramento de harpias, consideradas uma espécie-bandeira para a conservação da Amazônia. Ele reforça o quanto esses casos são raros: “É extremamente incomum, assim como é para outros grandes predadores da América do Sul, como a onça ou crocodilos”, explica. Miranda assinou artigo científico recente relatando o caso, conjuntamente com especialistas franco-guianenses. Este foi o primeiro episódio de ataque na história a ser registrado e descrito por pesquisadores. Na academia, há uma resistência em publicar casos como este, segundo o biólogo. “Há um temor de que dar visibilidade para ataques aumente o estigma contra o animal, porque nós sabemos que há muitos abates de harpias relacionados a predação de…This article was originally published on Mongabay
Fonte de Matéria – https://brasil.mongabay.com/2026/05/harpias-podem-atacar-humanos-caso-na-amazonia-reacende-debate-cientifico/








