Esta reportagem foi publicada em parceria com Intercept Brasil e produzida com o apoio do AI Accountability Network do Pulitzer Center O apetite global por inteligência artificial está levando o Brasil a protagonizar um movimento inédito no mundo no setor de data centers. Enquanto ao redor do planeta as big techs sofrem para encontrar energia para alimentar instalações onde armazenam e processam dados, no Brasil a história se inverte: quem projeta data centers para consumir eletricidade é a própria indústria de energia — mais precisamente a de energia renovável. Um levantamento realizado por Intercept Brasil e Mongabay mostrou que 65% dos pedidos de conexão de data centers à rede básica de energia protocolados junto ao Ministério de Minas e Energia até dezembro de 2025 partiram de empresas de energia renovável. Até esta data, foram registrados 68 pedidos de conexão em 37 municípios brasileiros. Um conjunto de fatores explica esse fenômeno, a começar pelo volume extraordinário de eletricidade necessário para fazer funcionar os data centers. A Agência Internacional de Energia projeta que o consumo global de energia de data centers deve dobrar nos próximos anos, podendo chegar a 945 TWh até 2030, o equivalente a todo o consumo do Japão — a inteligência artificial responderá por 40% do total. Com uma matriz energética majoritariamente renovável, o Brasil se tornou um destino atrativo para os empreendimentos. “Somos um grande celeiro de oportunidades para quem quer investir na descarbonização das matrizes [energéticas]”, propagandeou o ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira,…This article was originally published on Mongabay
Fonte de Matéria – https://brasil.mongabay.com/2026/08/industria-de-energia-ignora-impacto-ambiental-e-impulsiona-data-centers-no-brasil/





