Em maio de 2025, uma delegação de políticos e fazendeiros paraenses foi a Brasília protestar contra o Ibama. Por trás de tamanha irritação, estavam os embargos impostos a 544 propriedades rurais no município de Altamira, um dos focos do desmatamento na Amazônia. Em todos os casos, derrubadas ilegais detectadas por imagens de satélite levaram os agentes ambientais a proibir o uso das áreas para lavoura ou criação de gado. “Todos vieram aqui para apresentar e pedir solução a respeito de áreas produtivas no estado do Pará”, disse o governador do Pará, Helder Barbalho, na época. Quase um ano depois, este ressentimento foi destilado em um novo projeto de lei propondo a proibição dos chamados “embargos remotos”. Hoje, o Ibama utiliza imagens de satélite para identificar onde o desmatamento ilegal está ocorrendo. Assim que detectam uma área recentemente desmatada, os agentes verificam se existe uma licença ambiental autorizando aquele desmate — na Amazônia, cerca de 90% da derrubada da floresta é ilegal. Se não houver autorização, os servidores emitem um embargo diretamente de seus computadores, como medida preventiva. O sistema é uma das ferramentas que ajudaram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a reduzir pela metade os números do desmatamento na Amazônia desde que assumiu o cargo, em 2023. “Hoje temos muitas imagens de satélite em resolução altíssima, e a gente consegue cruzar informações de vários bancos de dados”, disse Wallace Lopes, representante da associação de servidores ambientais federais, Ascema, à Mongabay. Jair Schmitt, diretor de proteção ambiental…This article was originally published on Mongabay
Fonte de Matéria – https://brasil.mongabay.com/2026/05/projeto-de-lei-quer-proibir-uso-de-imagens-de-satelite-para-embargar-desmatadores/








